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Realojamento de gatos de rua

O realojamento de gatos de rua é o processo de transferir um ou mais gatos silvestres/assilvestrados da sua colónia de origem para um novo território. É um processo moroso que raramente é bem sucedido.
O realojamento de gatos silvestres integrados em colónias de rua não é desejável, mas pode ser necessária nas seguintes situações:
1. As vidas dos gatos estão ameaçadas de uma forma que não pode ser legalmente/eficazmente remediada;
2. O seu abrigo/espaço físico onde vivem está a ser destruído e é impossível fornecer um abrigo alternativo no espaço actual, ou a uma distância de “migração” possível;
3. Não está disponível um responsável que possa cuidar da colónia;
4. Um novo local adequado está disponível para acolher a colónia.



 


 

Os gatos silvestres/assilvestrados adaptam-se aos seus territórios e conseguem viver com segurança e com satisfação em ruas, parques de estacionamento, descampados, quintais e em outros variados locais – urbano, suburbano e rural. O território actual de uma colónia de gatos silvestres/assilvestrados é o local ideal para os gatos permanecerem, já que provavelmente já vivem há algum tempo. Gatos que vivem em colónia desenvolvem laços muito fortes uns com os outros, com o seu território e com a pessoa que os alimenta.

PORQUE É QUE SOMOS CONTRA O REALOJAMENTO DE COLÓNIAS DE GATOS SILVESTRES/ASSILVESTRADOS?
Porque o realojamento implica um grande esforço, e a grande maioria dos gatos morrem ou desaparecem. Existe uma muito maior probabilidade da recolocação correr mal do que correr bem:
1. Na maior parte dos casos os gatos realojados desaparecem, porque são afastados do local por gatos territoriais ou por outros animais da área, ou por seguirem o seu instinto natural de regressar a “casa”;
2. Os gatos ao tentarem chegar a “casa” frequentemente perdem-se ou são atropelados ao tentarem atravessar estradas;
3. Os gatos são mortos por obstáculos/ameaças que nunca encontraram antes (como cães, produtos químicos, poços, etc);
4. Os santuários de gatos silvestres/assilvestrados são poucos e a maior parte dos gatos selvagens não se adaptam a viver confinados em locais fechados. Colocar um gato selvagem num santuário está a tirar um lar a um gato doméstico que provavelmente iria viver confortavelmente aí.
5. Recolher todos ou maior parte dos gatos de uma colónia pode gerar um “vazio”, despoletando o chamado o efeito de vácuo: gatos não esterilizados ocupam a área deixada livre pela colónia anterior, recomeçando o ciclo de formação de novas colónias uma e outra vez, se houver abrigo e comida que os atraia. A comida pode ser proveniente de caixotes de lixo, de pessoas que colocam alimentação a animais de rua ou roedores selvagens.
6. Os gatos silvestres/assilvestrados criam fortes laços uns com os outros nas suas colónias. Separar um gato da sua colónia e deixa-lo sozinho num novo ambiente causa-lhe stress, depressão e solidão, e aumenta o seu desejo de voltar para casa.

PLANEAR O REALOJAMENTO
O realojamento é uma opção apenas depois de esgotadas todas as possibilidades de manter os gatos na colónia de origem.

Gatos de rua criam laços fortes uns com os outros e com o seu território. Preferencialmente, todos os gatos da mesma colónia devem ser realojados juntos. Caso isso não seja possível, devem ser realojados em grupos, e nunca individualmente.

ENCONTRAR UM NOVO TERRITÓRIO PARA A COLÓNIA
O novo território da colónia deverá ser localizado a uma distância razoável de zonas de muito trânsito ou outros perigos motorizados, deverá assegurar abrigos onde os animais se possam proteger de condições atmosféricas adversas e deverá ser encontrado um novo responsável que assuma a alimentação, abrigo e tratamento dos gatos para sempre.
Celeiros e estábulos são normalmente lares excelentes para gatos de rua.
Um quintal ou rua podem ser um bom território para uma colónia de gatos se a vizinhança e/ou os proprietários aceitarem a presença dos gatos.
Locais próximos de estradas rurais movimentadas não são bons territórios para colónias de gatos. Nessas zonas, pode haver menos veículos a circular, mas as pessoas têm tendência a conduzir mais rapidamente. Os gatos citadinos estão habituados ao trânsito lento.



 


 

REALOJAR OS GATOS
Os gatos devem ser capturados e transportados imediatamente, em armadilhas ou transportadores cobertos, para o novo território. Este processo deverá ser rápido, silencioso, sem interrupções e evitando stress desnecessário para os animais.

CONFINAMENTO
Os gatos devem ficar confinados no novo território pelo período de três semanas. A reclusão permite aos gatos adaptarem-se ao ambiente em segurança e a aceitarem-no como o seu novo lar. Se libertados à chegada, todos os gatos irão fugir e tentar regressar à colónia de origem. Os gatos devem ser transferidos para gaiolas grandes/ gatil previamente construído. A temperatura do espaço onde os animais ficarão confinados deve ser moderada – não muito quente ou fria.
É necessário alertar o novo responsável para a eventualidade de, nos primeiro dias, os gatos tentarem escapar. A maioria dos gatos acomodam-se na gaiola passados alguns dias, quando se apercebem que nenhum mal lhe sucederá.
Todos os gatos devem ter diariamente acesso a água e comida frescas e areia limpa.

CONSELHOS PRÁTICOS PARA REALOJAMENTO DE GATOS DE RUA
• Os períodos de confinamento bem sucedidos duram entre duas a três semanas. Mais tempo do que isso é desnecessário e pouco saudável e pode pôr em risco o projecto de realojamento. Se confinados por muito tempo, os gatos podem fugir quando forem libertados, com medo de serem confinados novamente.
• A área de confinamento deve estar situado perto de um lugar onde os gatos possam esconder-se assim que forem libertados do gatil. Eles irão provavelmente fugir e esconder-se após serem libertados mas voltarão após um ou dois dias.
• O novo responsável deverá criar laços com os gatos falando com eles ou ligando perto deles um rádio não muito alto de modo a que possam habituar-se à voz humana. Pessoas que se esforçam em comunicar com os gatos conseguirão realojamentos melhor sucedidos.
• Se um gato fugir do gatil, o responsável deverá colocar comida e água perto da entrada e espalhar areia usada (especialmente com fezes) à volta do gatil. Quando fogem, os gatos normalmente permanecem perto do local. Pode também montar-se uma armadilha (sempre sob supervisão) perto do gatil.

DEPOIS DA MUDANÇA: AINDA NÃO ESTÁ TUDO TERMINADO
Contacte o novo responsável com regularidade para assegurar que os gatos serão bem tratados.

Se toda a colónia for realojada, é importante retirar completamente todas as fontes de alimento do antigo local para desencorajar que se forme uma nova colónia.

CONCLUSÃO
Um estudo feito pela Alley Cat Allies revelou que os realojamentos correram melhor quando quatro pontos principais se conjugaram:

1. Vários gatos da mesma colónia foram realojados juntos.
2. Os gatos foram confinados por duas a três semanas em grandes gaiolas ou abrigos à prova de fuga.
3. Os gatos eram alimentados com comida de lata todos os dias por um curto período (duas a seis semanas) e depois com ração seca.
4. O novo responsável comunica verbalmente com os animais para criar laços com eles.

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até 18 - 08 - 2017
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