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Protocolo de identificação

O corte da ponta da orelha esquerda é o único método eficaz que existe actualmente para identificar um gato esterilizado numa colónia controlada por um programa CED (Capturar-Esterilizar-Devolver). A identificação visual imediata é necessária:

PARA MOSTRAR QUE O GATO FOI ESTERILIZADO E QUE FAZ PARATE DE UMA COLÓNIA CONTROLADA
O corte na orelha é uma protecção para os gatos esterilizados em autarquias que tenham protocolos de não-captura e não-abate de animais controlados por programas CED.

PARA AJUDAR OS VOLUNTÁRIOS NO CONTROLO DA COLÓNIA

Por serem da mesma família, os gatos que constituem uma colónia muitas vezes são idênticos: vários gatos pretos, pretos e brancos, tigrados, etc. O corte da ponta da orelha indica que esse gato em particular já foi capturado e esterilizado, evitando assim o trauma e a despesa de uma segunda captura e de uma cirurgia desnecessária. Um gato sem o corte da ponta da orelha indica aos voluntários que ainda não foi esterilizado.



 

Devido à dificuldade de aproximação a gatos silvestres, a marca da esterilização deve ser óbvia a uma certa distância. O método da tatuagem não é eficaz porque não é visível à distância. Etiquetas na orelha podem provocar infecções, podem cair ou rasgar a orelha do gato. Coleiras não são seguras nem práticas para gatos silvestres, porque à medida que eles crescem ou engordam, a coleira pode tornar-se apertada e estrangulá-los, ou prender-se num ramo ou outro objecto saliente e o gato acabar por asfixiar ao tentar libertar-se. O Micro-chip não é eficaz pelo mesmo motivo da tatuagem: não é visível à distância, só tem utilidade se o gato tiver sido capturado e levado para um local onde se possa verificar se o gato tem o micro-chip ou não.

O corte da ponta da orelha é feito sob anestesia e não altera significativamente a aparência ou a beleza do gato. Pelo contrário, contribui muito para o manter seguro e saudável. Nenhum outro modo de identificação visual provou ser tão seguro e eficaz.

O corte é uma segurança acrescida mesmo para os animais que vão ser encaminhados para adopção. Não podemos ignorar as estatísticas que mostram que uma percentagem significativa dos animais adoptados regressa às ruas eventualmente, seja porque se perdem, porque fogem ou porque são abandonados. O corte não só impede que sejam capturados e submetidos a uma segunda cirurgia por uma associação de CED, como também os protege caso sejam capturados por um canil que tenha uma política de não-captura e não-abate de animais controlados por programas CED. Por outro lado, serão reconhecidos como animais "controlados" pela população em geral, o que também lhes traz alguma protecção.

A nossa experiência diz-nos que o corte não dificulta a adopção por parte de famílias responsáveis que querem realmente o melhor para o animal que vão adoptar e não procuram apenas um "animal decorativo".

Veterinários de todo o mundo apoiam o método de cortar a ponta da orelha esquerda como forma de identificar gatos esterilizados. Seguem abaixo os comentários da doutora Levy, que é veterinária, professora e fundadora da Operation Catnip, umas das clínicas de castração e esterilização de gatos silvestres mais procurada em todo o mundo.

“O corte da ponta da orelha é a única escolha viável para identificar gatos selvagens”

Julie Levy, DVM, Ph. D., ACVIM
Faculdade de Medicina Veterinária
Universidade da Florida

Eu tenho vindo a trabalhar com gatos silvestres já há 15 anos, na Califórnia, na Carolina do Norte e na Florida. Os nossos esforços resultaram na esterilização e no corte da ponta da orelha de mais de 7 mil gatos selvagens. Uma coisa que é muito importante é que todos os grupos que trabalhem com gatos selvagens concordem em usar um método universal de identificação dos animais esterilizados.

Durante as suas vidas, os gatos silvestres podem interagir com uma grande variedade de tratadores, veterinários, e pessoal de serviços veterinários municipais. Se cada grupo tiver um método de identificação dos animais diferente, não há maneira de interpretar o que as marcas significam. Para um gato silvestre, é muito traumático ser recapturado e transportado novamente devido a marcas que não são correctamente interpretadas. As tatuagens são muitas vezes impossíveis de interpretar nos gatos selvagens, a menos que eles sejam anestesiados.

O corte da ponta da orelha não pode ser considerado desumano. É feito sob o efeito da anestesia, ao mesmo tempo que decorre a cirurgia e é certamente menos traumático do que uma esterilização. Certamente que provocará maior incómodo ao animal submetê-lo a uma cirurgia desnecessária devido à falta de um símbolo que seja reconhecido a nível universal, e isto já me aconteceu.

Eu experimentei as tatuagens (óptimas para a identificação de gatos individuais), mas esse método deve ser usado em conjunto com o corte da ponta da orelha. O equipamento usado nas tatuagens deve ser desinfectado após a sua utilização, entre cada gato, para evitar o contágio de FeLV, FIV e outros vírus que ainda desconhecemos. A esterilização a frio do equipamento não resulta quando há sangue ou tinta de tatuagem, e quando existem fendas no equipamento difíceis de limpar. Também já usei várias etiquetas de orelha desenhadas para ratos e coelhos, mas na maior parte das vezes estes acabaram por infeccionar ou cair.

Resta dizer que o corte da ponta da orelha é considerado essencial por experientes defensores de gatos silvestres e grupos de CED em todo o mundo. O corte da ponta da orelha como forma de identificação de animal esterilizado NÃO é equivalente ao corte da orelha feito em cães por motivos estéticos.

INSTRUÇÕES PARA O CORTE DA PONTA DA ORELHA
O corte da ponta da orelha é a remoção de ¼ da orelha, o que é aproximadamente 1 cm num gato adulto e uma medida proporcionalmente menor num bebé.
O corte da ponta da orelha é feito enquanto o gato está sob o efeito da anestesia, durante a esterilização. Há muito pouco ou mesmo nenhum sangramento.

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ANIMAIS ESTERILIZADOS
até 18 - 08 - 2017
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