Eutanásia/Abate
A diferença entre Eutanasiar e Matar
Muitos milhões de gatos e cães morrem todos os anos nos canis municipais e abrigos de associações de defesa animal de todo o mundo. Os canis e abrigos dizem que estes animais são "eutanasiados". Mas não são – são mortos. Um animal só é "eutanasiado" quando lhe seria demasiado penoso continuar a viver, por ter um ferimento ou doença incurável que lhe provoque sofrimento intenso.
Segundo a definição dada pelo Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora, Eutanásia é a "doutrina que permite a antecipação da morte de doentes incuráveis, para lhes poupar os sofrimentos da agonia."
A Eutanásia genuína é uma decisão médica e é sempre realizada em função do que é melhor em termos individuais para o animal em questão. Mas a maioria dos animais que morre nos canis municipais e nos abrigos de associações são mortos por razões diferentes. Muitas destas instituições matam animais para criarem espaço para recolher novos animais ou para poupar recursos humanos ou económicos. A decisão de abater animais saudáveis reflecte os interesses operacionais da instituição que os acolhe e não o que é melhor para os animais.
A decisão sobre a vida e a morte de determinado animal deve sempre ser tomada de acordo com o seu presumível interesse, e nunca com base em interesses exteriores a ele. Cada animal é portador de um valor intrínseco que merece o nosso respeito e que impede que o tratemos como um objecto descartável que pode ser eliminado quando se torna um incómodo.
O uso da palavra "eutanásia" mascara o que acontece realmente aos gatos nos canis e abrigos, nas situações acima descritas – eles são pura e simplesmente mortos.



