Conselhos - Entrega de Animais para Adopção
Encontrar um animal na rua que não se pode adoptar pode causar uma grande dose de stress e angústia. Deixamos aqui alguns conselhos práticos para facilitar o processo de adopção, de uma forma eficaz e segura.
Quase todos os abrigos de associações estão sobrelotados e não têm condições para acolher mais animais com o mínimo de conforto e segurança. Por isso, o ideal será a pessoa que o encontrou acolher o animal temporariamente, e procurar uma família que o queira adoptar.
O primeiro passo será tirar boas fotografias ao animal. O “mercado” de adopção de animais está saturado, por isso a qualidade das fotografias é essencial para o sucesso da adopção. Devem ser tiradas várias fotografias, de vários ângulos, incluindo focinho e corpo inteiro, e em que seja perceptível a meiguice do animal: ao colo, a receber festas, etc. As melhores fotografias são tiradas ao mesmo nível do animal, e não de cima.
Exemplo de boas fotografias de uma cadela para adopção
Exemplo de boas fotografias de uma gata para adopção
Com as fotografias que tirou, coloque anúncios nos vários sites e foruns de adopção de animais:
Adopta-me.org
Mundo dos animais
Companhia dos Animais
Felinus
Arca de Noé
Aaaporto
Jcle
Também pode colocá-las num blog pessoal, se o tiver, e ainda imprimir alguns panfletos para afixar em locais públicos ou semi-públicos (sempre com permissão) como lojas de animais, clínicas veterinárias, ginásios, lojas e outros estabelecimentos comerciais, etc
Prepare-se também para fazer muitas perguntas. Faça uma lista, para não esquecer nenhuma. Eis algumas das perguntas que deverá fazer sempre:
1. O animal é para si ou é para ser oferecido? Se for para ser oferecido não se esqueça de falar com a pessoa que vai recebê-lo, um animal nunca pode ser um presente surpresa!
2. Já tem algum gato/cão? Qual o seu estado de saúde: FIV (vírus da imunodeficiência felina) e FELV (vírus da leucemia felina) negativos, idade, se está esterilizado, personalidade (acima de tudo sociabilidade com outros animais), tipo de alimentação etc.
3. Já teve algum animal no passado? O que lhe aconteceu? (Não deve aceitar uma resposta como “Morreu de velhice”, procure fazer perguntas mais específicas)
4. Os gatos e cachorros vão, na maioria das vezes, causar alguns estragos durante o período de adaptação ao novo lar. O que faria se o seu gato arranhasse a mobília ou se o cachorro roesse as pernas da mesa?
5. Vive com alguém? Tem crianças em casa? Alguém em sua casa é alérgico a gatos/cães? Se vive com alguém deve ter a certeza que essa pessoa não fica incomodada com a presença do animal.
6. Há persianas em todas as janelas e protecções no terraço, varanda, jardim…? (A resposta deve ser Sim.) O animal tem acesso as escadas de incêndio ou jardim não vedado/com vedações baixas por onde consiga fugir? (A resposta deve ser Não)
7. Um animal de estimação é um compromisso para a vida. Um gato ou um cão podem viver até 20 anos! Está preparado para cuidar dele enquanto viver? E se a sua situação actual se modificar? (Um casamento, um bebé, um namorado/a, uma mudança de casa, etc.)
8. O animal irá ter a possibilidade de vir à rua? Sob que circunstâncias? Com ou sem supervisão?
9. Está empregado? Com que estabilidade? Está desempregado? Por quanto tempo crê que se manterá a sua situação?
10. Alguns dados pessoais e profissionais (Por exemplo: a idade ajuda a compreender o nível de compromisso que a pessoa poderá ter; o emprego relaciona-se com o tempo livre que a pessoa terá para o animal)
Se as respostas a estas perguntas forem satisfatórias, o potencial adoptante pode passar ao passo seguinte: vir conhecer o animal. Se a visita correr bem será pedido o pagamento de uma taxa, correspondente, por exemplo, ao pagamento da vacina e microchip. Se a pessoa recusar a adopção por não querer pagar este valor, é um bom indicativo de que se trata de um mau adoptante. Os bons adoptantes ficarão felizes por receber um animal já vacinado e chipado. Quem não puder suportar o valor da taxa, não terá também meios de levar o animal ao veterinário caso este adoeça.
Segue-se uma visita sua à casa do potencial adoptante.
A visita a casa da pessoa permite-lhe avaliar as condições em que o animal vai viver. Um bom adoptante irá compreender o motivo pelo qual faz todas estas perguntas e segue este procedimento. Se encontrar alguém que não compreenda e se sinta incomodado com a sua meticulosidade então essa pessoa não será um bom potencial adoptante.
Nunca deixe alguém fazê-lo sentir que lhe está a fazer um favor ao adoptar o animal.










